Para restaurantes cariocas, esta é a hora de crescer

Via: Abrasel

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Com juros e aluguel em queda, casas cariocas investem mais de R$ 100 milhões em novos espaços

O ano de 2017 não foi muito favorável aos restaurantes: foram fechados mais de cem estabelecimentos no Rio de Janeiro, e a queda na receita variou entre 15% e 30%, dependendo da região, segundo dados do SindRio, o sindicato de bares e restaurantes da cidade. Mas houve quem visse na crise uma oportunidade de expansão. Grupos que têm como sócios investidores financeiros, o que permite uma gestão mais profissional, lideram esse movimento, com investimentos de mais de R$ 100 milhões entre o fim de 2017 e 2020, conforme levantamento do Globo. Com isso, o SindRio estima alta de 5% no faturamento do setor no ano que vem.

Fernando Blower, diretor do SindRio, explica que, como a crise alterou o hábito de consumo das famílias, com a redução do tíquete médio, os grupos empresarias mudaram seu modelo de negócios, oferecendo uma melhor relação custo-benefício, com pratos mais baratos e a criação de novas marcas. Isso foi possível, diz, com a criação de uma estrutura de custos mais enxutos: – Muitas empresas do setor estão buscando uma profissionalização.

A expansão vem sendo liderada por grupos que contam com investidores financeiros como sócios e gestão profissional. A lista é extensa e cresce a cada dia. Grupos como Best Fork (dono do Giussepe e Xian), Trigo (Gurumê), Madero, Altavista (Paineiras e Venchi), Grupo +55 (Burger Joint) e Rio Brasa (Charbon Ruge), entre outros, estão investindo pelo menos R$ 100,5 milhões entre o fim de 2017 e os próximos anos, segundo levantamento feito pelo GLOBO.

No caso do grupo Best Fork, dono de seis casas como Giuseppe e Laguiole, está investindo cerca de R$ 22 milhões na abertura de quatro novos espaços. Desses, um acabou de ser aberto, o Xian, no Flamengo, e o restante começa a ser inaugurado a partir de janeiro. Para atrair novos clientes, adianta Marcelo Torres, fundador do grupo, foram criadas três novas marcas: o Mila, que terá bar e comidas leves, no morro do Pasmado, e o Giuseppe Mar e Nolita (com comida feita no forno e bar), ambos no Village Mall, na Barra.

– Quando a crise se instalou, vi que era o momento de buscas novos negócios e sair da zona de conforto. O cliente está mais seletivo em seus gastos e por isso é essencial buscar novidades. Então, vou ter casa a céu aberto e em shopping pela primeira vez. No centro, estou devolvendo um espaço que era de aluguel e reformado outro restaurante – adiantou Torres, que vai gerar cerca de 300 empregos.

Já o Grupo+55 vai investir R$ 7 milhões no Rio com a abertura de nove espaços entre Burger Joint e o lançamento de uma nova marca, a Capo Donna, de pizzas. A expectativa de gerar mais de 140 empregos com as inaugurações, diz Gabriel Carvalho, sócio do grupo. Segundo ele, a expansão é baseada no desenvolvimento de um modelo operacional que seja simples.

– Enxergamos na crise econômica uma oportunidade para estabelecimentos que conseguem fazer diferente oferecendo produtos com qualidade a preços que o consumidor pode pagar mesmo em tempos de crise. Nossa estratégia tem se mostrado eficaz nas inaugurações feitas até o momento, o que nos dá motivação para seguir crescendo – disse Carvalho.

Quem também aposta em um novo modelo de negócios no Rio é o Madero. A rede, que já investiu cerca de R$ 25 milhões nos espaços do Rio, pretende aportar outros R$ 21 milhões em três novos restaurantes em 2018. Além disso, a companhia vai trazer para o Rio uma versão container de sua casa. Serão três inaugurações nos próximos meses, destacou Junior Durski, chef e presidente da rede Madero.

– Tem que saber que o momento é difícil, porém tudo tem saída. A grande maioria das pessoas se assusta e acaba recuando e com isto cede espaço para a gente avançar. Ofertas melhores, mão de obra mais qualificada disponível, aluguel mais barato.. Temos focado em aumentar ainda mais a qualidade. Tem empresas que cortam funcionários e custos e perdem a qualidade e nós fazemos o contrário. Quem não traz novidades fica pra trás – afirmou Junior.

Já o Rio Brasa destinou R$ 8 milhões no lançamento de uma nova bandeira, a Charbon Rouge, na Lagoa, aberta no início de dezembro. Thiago Beloniel, um sócios do grupo, diz que a estratégia da companhia para 2018 é chegar a São Paulo e abrir mais dois restaurantes no Rio, o que deve consumir outros R$ 30 milhões. – Estamos expandindo porque vimos na crise uma oportunidade de crescimento e consolidação em um mercado onde os clientes estão cada vez mais sensíveis a preços. Acreditamos e podemos oferecer produtos e serviços de qualidade com preços justos (em média R$ 110). Crise e oportunidade caminham juntas. Conseguimos melhores negociações dos nossos contratos de ocupação e com nossos fornecedores também. Na crise, quem tiver caixa vai conseguir se destacar nas negociações. Também acredito que o alto controle de custos e gestão financeira e operacional eficientes e responsáveis são fatores que nos ajudam a driblar esse cenário – disse Beloniel.

A Demi-Clace Premium Grill, que tem três restaurantes, inaugura no próximo mês sua quarta unidade no Centro, que consumiu investimentos de R$ 2 milhões. Para atrair os clientes, a companhia criou um modelo de venda de carne que une rodízio e buffet de saladas. Leandro Moreira, sócio da companhia, lembra que a meta é ter 10 endereços até 2020.

– Buscamos os melhores fornecedores com os melhores preços para que possamos sempre manter a qualidade dos restaurantes com o preço justo que praticamos. Nos momentos de crise aparecem excelentes oportunidade. Para driblar o cenário adverso, mantemos o foco na qualidade de produto e serviço e criamos opções mais econômicas para os clientes, comomenus com entrada, prato principal é sobremesa com valores atraentes.

Fonte: Abrasel | www.sp.abrasel.com.br
Postado por: Agência Combo Design | www.agenciacombodesign.com.br

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